Quais verbas devem ser pagas quando o contrato é suspenso e ocorre demissão?

A suspensão do contrato de trabalho é uma medida prevista na legislação trabalhista que pode ocorrer em situações como auxílio-doença, licença maternidade ou afastamentos por outros motivos previstos em lei. Quando o contrato é suspenso e ocorre a demissão, é essencial entender quais verbas rescisórias devem ser pagas ao trabalhador para garantir uma rescisão justa e conforme a legislação vigente.

Entendendo a Suspensão do Contrato de Trabalho

A suspensão do contrato de trabalho, conforme o artigo 476 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ocorre quando o empregado fica temporariamente afastado das suas funções, sem perda do emprego. Durante esse período, o trabalhador pode receber benefícios como auxílio-doença ou licença maternidade, e o contrato permanece vigente, mas há a suspensão das obrigações trabalhistas, como o pagamento de salários.

Verbas Rescisórias na Demissão Durante a Suspensão

Quando ocorre a demissão de um trabalhador cujo contrato estava suspenso, as verbas rescisórias a serem pagas são semelhantes às de uma rescisão sem justa causa, com algumas particularidades:

  • Saldo de Salário: Correspondente aos dias trabalhados no mês da rescisão, antes da suspensão.
  • Férias Proporcionais e Vencidas: Calculadas com base nos meses trabalhados, acrescidas de um terço.
  • 13º Salário Proporcional: Calculado com base nos meses trabalhados no ano da rescisão.
  • Aviso Prévio Indenizado ou Trabalhado: Conforme a modalidade da rescisão contratual.
  • Multa de 40% sobre o FGTS: Aplicável em demissões sem justa causa.
  • Liberação do FGTS: Saldo disponível na conta vinculada do trabalhador.
  • Complemento Salarial: Caso haja diferença entre o salário recebido durante a suspensão e o salário integral.

Exemplo Prático

Um empregado que está afastado por auxílio-doença é demitido sem justa causa durante o período de suspensão do contrato. Nesse caso, ele tem direito a receber o saldo de salário referente aos dias trabalhados antes da suspensão, férias proporcionais acrescidas de um terço, 13º salário proporcional, aviso prévio indenizado e a multa de 40% sobre o FGTS. Além disso, caso haja diferença entre o salário recebido durante o auxílio-doença e o salário integral, o empregador deve complementar essa diferença nas verbas rescisórias.

Impacto das Decisões Recentes dos Tribunais

Os tribunais trabalhistas têm reforçado a necessidade de cumprimento rigoroso das obrigações legais durante a rescisão contratual, especialmente em situações de suspensão do contrato. Decisões recentes destacam a importância de calcular corretamente todas as verbas rescisórias, garantindo que o trabalhador receba todos os direitos devidos, mesmo quando o contrato estava suspenso.

Importância da Orientação Jurídica

Para assegurar que todas as verbas rescisórias sejam corretamente calculadas e pagas na demissão durante a suspensão do contrato, é fundamental que tanto empregadores quanto empregados contem com a orientação de um advogado especializado em Direito do Trabalho. O profissional pode auxiliar na revisão dos cálculos, na verificação da documentação necessária e na garantia de que todas as obrigações legais sejam cumpridas, prevenindo possíveis litígios e assegurando uma rescisão justa e conforme a legislação.

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Você já passou por uma demissão durante o período de suspensão do contrato de trabalho? Como foi sua experiência em relação ao recebimento das verbas rescisórias? Compartilhe sua história nos comentários e ajude outros trabalhadores e empregadores a entenderem melhor seus direitos nessa situação!

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