A Responsabilidade Civil das Empresas em Casos de Furto por Terceiros no Ambiente de Trabalho

Introdução: Quando o Perigo Vem de Fora

Nem todo furto no trabalho é culpa de insiders – às vezes, o criminoso é um terceiro, como fornecedores, clientes ou invasores. Mas quem paga a conta quando isso acontece? No Brasil, o Código Civil e a CLT podem responsabilizar a empresa por danos a funcionários ou bens, dependendo das circunstâncias. Neste artigo, exploramos a responsabilidade civil das empresas em furtos por terceiros, com exemplos práticos e dicas para se proteger. O crime pode vir de fora, mas a solução está nas suas mãos – descubra como.

Subtítulo 1: O Que Diz a Lei Sobre Furtos por Terceiros?

O Artigo 932 do Código Civil estabelece que empregadores são responsáveis pelos atos de seus prepostos, mas o Artigo 927 vai além: se a empresa falha em garantir segurança, pode responder por danos causados por terceiros. A CLT, no Artigo 157, reforça essa obrigação ao exigir medidas de proteção no ambiente de trabalho. Quando um terceiro furta, a culpa pode ser sua – se você não fez o suficiente para impedir.

Em 2022, um estacionamento em Curitiba foi invadido por ladrões que roubaram carros de clientes. O juiz entendeu que a falta de câmeras e vigias configurava negligência, condenando a empresa a pagar R$ 120 mil em indenizações, com base no Artigo 927. Esse caso é um aviso: segurança não é opcional – é dever.

Subtítulo 2: Limites da Responsabilidade Empresarial

Nem todo furto por terceiros é culpa da empresa. Se ela prova que tomou todas as precauções razoáveis – como cercas, alarmes e vigilância –, a responsabilidade pode ser afastada por “caso fortuito” ou “força maior” (Artigo 393 do Código Civil). Porém, a Justiça avalia caso a caso, e a falta de provas de cuidado pode pesar contra você. A linha entre responsabilidade e isenção é fina – e exige preparo para atravessá-la.

Uma loja de conveniência em Manaus foi assaltada em 2023, mas escapou de indenizar os clientes. Por quê? Tinha câmeras, segurança armada e placas de aviso, demonstrando diligência. O juiz aplicou o princípio da “inexigibilidade de conduta diversa”, absolvendo a empresa. Esse sucesso veio da prevenção – a lei protege quem se protege.

Subtítulo 3: Como Reduzir os Riscos de Furtos por Terceiros

Para evitar responsabilidades, invista em: Segurança física: cercas, portões e iluminação forte desencorajam invasores. Controle de entrada: exija identificação de visitantes e registre acessos. Monitoramento: câmeras e alarmes detectam ameaças em tempo real. Treinamento: prepare a equipe para lidar com situações suspeitas. Essas medidas não são luxo – são sua blindagem legal e prática.

Uma academia em São Paulo, após um furto de bicicletas por um cliente em 2022, instalou travas eletrônicas e contratou um recepcionista para checar entradas. Nos dois anos seguintes, não houve novos casos, e a satisfação dos alunos subiu 20%. Esse exemplo mostra que prevenir é mais que obrigação – é vantagem competitiva.

Subtítulo 4: Exemplo Prático: Uma Lição Cara

Em 2023, uma construtora em Belém deixou materiais expostos em um canteiro de obras sem vigilância. Ladrões levaram R$ 80 mil em equipamentos, e um funcionário, ferido ao tentar intervir, processou a empresa. O TRT-1 condenou a construtora a pagar R$ 50 mil por danos morais e R$ 30 mil por perdas materiais, citando o Artigo 157 da CLT. Esse caso é um choque: negligência com terceiros pode custar vidas e dinheiro.

Após o incidente, a empresa contratou vigias 24 horas e instalou cercas elétricas. Em seis meses, os furtos zeraram, e a obra foi concluída no prazo, recuperando a confiança dos investidores. A lição é dura, mas valiosa: segurança é investimento, não custo.

Conclusão: Proteja-se do Inesperado

Furtos por terceiros no trabalho são imprevisíveis, mas a CLT e o Código Civil deixam claro que a responsabilidade pode recair sobre a empresa. Não espere o próximo roubo para agir – fortaleça suas defesas agora. Invista em segurança, consulte um advogado civil e crie políticas rígidas de controle. Um negócio seguro é um negócio que resiste – e você pode construir essa resistência hoje.

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