As Zonas Livres de Armas Nucleares (ZLANs) representam uma das mais sólidas expressões de soberania jurídica regional contra a proliferação nuclear. Esses tratados têm garantido estabilidade e paz em áreas historicamente instáveis.
O Que São as Zonas Livres de Armas Nucleares?
São tratados multilaterais regionais que proíbem, de forma vinculante, a fabricação, aquisição, testes, armazenamento ou uso de armas nucleares em uma determinada região geográfica. Essas zonas reforçam, por via regional, os compromissos globais assumidos no TNP e no TPAN.
Exemplos Relevantes
O Tratado de Tlatelolco (1967), pioneiro na América Latina e Caribe, inspirou tratados como o de Pelindaba (África), Bangkok (Sudeste Asiático), Rarotonga (Pacífico Sul) e o Tratado da Ásia Central (Semipalatinsk). Juntas, essas zonas abrangem mais de 110 países.
Esses acordos consolidam juridicamente a proibição nuclear como valor regional — uma vitória do multilateralismo.
Valor Jurídico e Cooperação Internacional
ZLANs são legalmente vinculantes e impõem obrigações de não recepção de armas nucleares, mesmo de potências externas. Além disso, estimulam a cooperação técnica, o uso pacífico da energia nuclear e o diálogo diplomático.
O Desafio da Fiscalização e da Influência Externa
Alguns tratados enfrentam limitações quanto à fiscalização eficaz e à presença de forças militares estrangeiras com capacidade nuclear. Por isso, o apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é essencial para garantir a credibilidade jurídica dessas zonas.
Um Modelo de Paz Regional com Impacto Global
As zonas livres de armas nucleares provam que o desarmamento é possível e juridicamente viável. Elas representam exemplos concretos de como o Direito Internacional pode ser implementado com eficácia e legitimidade.