Trabalho em Ambientes de Computação Cognitiva

Computação cognitiva alia inteligência artificial e aprendizado de máquina para sistemas que processam linguagem natural, reconhecem padrões e tomam decisões. Empresas que adotam essas tecnologias no ambiente de trabalho precisam considerar implicações legais e éticas.

A CLT e a Constituição Federal seguem como base, mas surgem questões como a responsabilidade por erros cometidos pela máquina e a supervisão humana das decisões automatizadas. Se um sistema cognitivo despede ou avalia funcionários, é preciso garantir que não haja discriminação.

Um caso hipotético seria um software que propõe demissões automáticas com base em desempenho. Se o algoritmo apresentar viés e dispensar funcionários de forma discriminatória, a empresa pode ser responsabilizada por assédio moral e dispensa ilegal.

Para evitar problemas, o empregador deve manter auditoria do algoritmo, garantindo transparência e possibilidade de revisão humana das decisões. Isso reforça o compliance e preserva a dignidade do trabalhador.

Se a sua organização utiliza computação cognitiva em processos de RH, consultar um advogado é essencial para alinhar procedimentos à lei e proteger a reputação da empresa. Estar à frente requer cautela e responsabilidade no uso de inovações.

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