No Brasil, questões relacionadas à guarda de animais têm se tornado comuns em processos de divórcio. Para muitos casais, os pets são como membros da família, o que gera dúvidas jurídicas sobre direitos e responsabilidades. Mas quais são, afinal, os direitos legais dos animais nesses casos? Neste artigo você entenderá claramente como funciona esse processo.
Como a Lei Brasileira Trata Animais em Caso de Divórcio?
Legalmente, animais domésticos ainda são considerados bens semoventes pelo Código Civil Brasileiro (art. 82), sujeitos à partilha no divórcio. No entanto, recentemente, tribunais têm reconhecido pets como seres com vínculos afetivos, permitindo aplicação de critérios semelhantes à guarda compartilhada prevista no Direito de Família.
Por exemplo, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu recentemente pela guarda compartilhada de um cão após um divórcio, baseando-se no vínculo emocional do casal com o animal, protegendo assim o bem-estar emocional do pet e dos tutores envolvidos.
Como Funciona a Guarda Compartilhada de Animais?
A guarda compartilhada é uma solução cada vez mais aceita judicialmente. O animal pode alternar residência ou permanecer predominantemente com uma das partes, com direito a visitas. Esse modelo prioriza o interesse do animal, evitando que seja tratado apenas como objeto patrimonial.
Como Garantir Direitos dos Pets no Divórcio?
Para garantir os direitos do animal durante o divórcio, o ideal é que as partes estabeleçam um acordo formalizado judicialmente. Esse acordo deve detalhar questões como guarda, visitas, despesas médicas e alimentação, assegurando que ambos os tutores mantenham suas responsabilidades legais e financeiras com o pet.
A Importância do Apoio Jurídico Especializado
Se você está passando por um divórcio e tem animais envolvidos, contar com assessoria jurídica especializada pode ser decisivo. Um advogado experiente em Direito de Família e Direito Animal ajudará você a garantir o melhor interesse do seu pet, protegendo seus direitos e assegurando tranquilidade emocional para você e seu animal.
Não deixe que a falta de orientação prejudique o bem-estar do seu pet. Busque sempre ajuda jurídica especializada para garantir que seus direitos e os do seu animal sejam devidamente protegidos.

