Princípios Constitucionais em Conflito com a Extradição: Dilemas Jurídicos no Brasil

O pedido de extradição frequentemente coloca princípios constitucionais em tensão, especialmente quando envolve direitos fundamentais, soberania nacional, cooperação internacional e cláusulas pétreas da Constituição Federal.

⚖️ Quando os Princípios se Conflitam?

É comum que, ao avaliar um pedido de extradição, o STF tenha que ponderar entre diferentes princípios constitucionais, tais como:

  • Dignidade da pessoa humana (art. 1º, III);

  • Soberania nacional (art. 1º, I);

  • Direitos e garantias individuais (art. 5º);

  • Prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais (art. 4º, II).

Nem sempre esses princípios apontam para a mesma direção, exigindo interpretação harmônica por parte da Corte.

📚 Casos de Conflito Real

No julgamento do pedido de extradição de Cesare Battisti, houve conflito entre o princípio da vedação à extradição por crime político e a obrigação internacional do Brasil em reprimir crimes graves. O STF reconheceu a extradição como legal, mas o presidente da República exerceu juízo político, gerando polêmica jurídica.

⚠️ O Papel do STF na Ponderação Constitucional

O STF atua como árbitro constitucional e utiliza técnicas de ponderação para definir qual princípio prevalece em cada caso concreto, garantindo que a extradição não viole o núcleo essencial dos direitos fundamentais.

Não se trata de escolher um princípio em detrimento de outro, mas de harmonizá-los.

💡 Quando a Lei Conflita com Ela Mesma

Você confiaria em um sistema que escolhe um princípio e ignora outro? A Constituição é um organismo vivo e integrado — e a extradição testa sua coerência todos os dias.

Conclusão: O Desafio de Julgar sob Tensão Constitucional

A extradição é um campo de batalha entre princípios. A missão do STF é aplicar a Constituição com equilíbrio, garantindo justiça, soberania e direitos humanos ao mesmo tempo.

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