Por que os direitos dos animais ainda geram controvérsias no Judiciário?

Os direitos dos animais estão em alta, mas dividem opiniões até nos tribunais. O artigo 225 da Constituição protege a fauna, e a Lei Sansão (14.064/2020) endureceu penas para maus-tratos. Ainda assim, em 2024, o STF julgou a constitucionalidade de rodeios, com votos conflitantes: uns viam crueldade, outros, tradição. Um caso em 2023, no Ceará, também expôs a tensão: um juiz liberou galos de rinha, mas foi revertido por ativistas. Por que a Justiça hesita?

O Código Civil (artigo 82) trata animais como bens, enquanto decisões recentes os reconhecem como sencientes. Essa contradição alimenta o debate. Em 2024, o TJ-SP concedeu guarda compartilhada de um cão em um divórcio, mas outro tribunal negou o mesmo pedido semanas depois. A falta de uniformidade reflete uma sociedade em transição — e o Judiciário espelha essa incerteza.

O que está em jogo nas controvérsias?

De um lado, há o avanço ético, com o PL 10.985/2018 propondo animais como sujeitos de direitos. Do outro, interesses econômicos, como o agronegócio, resistem. Em 2023, o STF proibiu exportação de gado vivo por sofrimento, mas a decisão foi questionada por produtores. A lei evolui, mas enfrenta pressões de todos os lados.

Por que a uniformidade é tão difícil?

Juízes interpretam as mesmas normas de formas diferentes, e a cultura local influencia. Em áreas rurais, práticas como vaquejadas ainda têm apoio, enquanto cidades urbanas pedem mais proteção. Em 2024, o Congresso debateu um marco regulatório para o Direito Animal, mas o consenso está longe. Até lá, cada caso é uma batalha.

Como navegar nesse cenário?

Seja em disputas de guarda ou denúncias, entender o Judiciário é essencial. Um advogado especializado em Direito Animal pode te guiar por essa confusão, garantindo que os direitos do seu pet sejam defendidos. Quer clareza em meio à polêmica? Fale com um profissional e lute com confiança.

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