A criação de animais para rinhas é uma prática cruel e ilegal no Brasil. As rinhas, que envolvem a luta entre animais, geralmente galos ou cães, são organizadas para entretenimento e apostas, e os animais são submetidos a intenso sofrimento físico e psicológico, muitas vezes resultando em ferimentos graves ou morte. A legislação brasileira é rigorosa em relação a essa prática, considerando-a crime e punindo os envolvidos.
A principal lei que proíbe e pune a criação de animais para rinhas no Brasil é o artigo 32 da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). Esse artigo estabelece que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é crime, com pena de detenção de três meses a um ano e multa. A criação de animais com o objetivo de serem utilizados em rinhas se enquadra claramente na categoria de maus-tratos, devido ao sofrimento a que os animais são submetidos durante o treinamento para as lutas e nos próprios combates.
Além da Lei de Crimes Ambientais, o Decreto-Lei nº 3.688/41 (Lei das Contravenções Penais) também aborda a questão das rinhas. O artigo 61 dessa lei estabelece que “promover ou facilitar a luta entre animais” é uma contravenção penal, punível com prisão simples de dez dias a dois meses ou multa. Embora a pena prevista na Lei das Contravenções Penais seja menor do que a da Lei de Crimes Ambientais, ela reforça a ilegalidade dessa prática.
A jurisprudência brasileira tem sido unânime em considerar as rinhas como crueldade contra animais e em aplicar as penalidades previstas na legislação. As autoridades policiais e ambientais realizam frequentemente operações para desmantelar rinhas e prender os envolvidos, que podem incluir os criadores dos animais, os organizadores das lutas e os participantes.
A criação de animais para rinhas geralmente envolve práticas cruéis, como o uso de substâncias para aumentar a agressividade dos animais, o treinamento com outros animais vivos como alvo, e a realização de mutilações, como o corte das cristas e barbelas dos galos para evitar ferimentos durante as lutas. Todas essas práticas são consideradas maus-tratos e são proibidas pela legislação.
O combate às rinhas é uma prioridade para as organizações de proteção animal e para as autoridades, devido ao alto nível de sofrimento imposto aos animais envolvidos e à sua ligação com outras atividades ilegais, como jogos de azar e tráfico de animais. A sociedade civil também tem um papel importante na denúncia de casos de criação de animais para rinhas, que podem ser feitas anonimamente às polícias civil e militar, ao IBAMA ou a ONGs de proteção animal. Em resumo, a lei brasileira é clara e rigorosa em relação à criação de animais para rinhas, considerando essa prática crime de maus-tratos e contravenção penal. Os envolvidos podem ser presos e multados, e os animais são geralmente resgatados e encaminhados para abrigos ou lares adotivos. A luta contra as rinhas é uma luta pela dignidade e pelo respeito aos animais, e a legislação brasileira busca coibir essa prática cruel e ilegal. Se você tem informações sobre a criação de animais para rinhas, não hesite em denunciar às autoridades competentes.
