A coragem de testemunhas tem sido crucial para desarticular grandes facções criminosas no Brasil. No entanto, sem a proteção adequada, essas pessoas podem se tornar alvos fatais. É aí que entra o Programa de Proteção a Testemunhas (Provita).
Base legal da proteção
Instituído pela Lei nº 9.807/1999, o programa protege testemunhas ameaçadas por colaborarem com a Justiça. A lei permite mudança de identidade, sigilo de dados, realocação geográfica e até suporte financeiro.
A adesão é voluntária, e a avaliação é feita por comissões estaduais especializadas, em articulação com o Ministério da Justiça.
Impacto nos processos de crime organizado
Em processos de combate ao tráfico, milícias e corrupção, o testemunho protegido é frequentemente decisivo para a condenação. A delação premiada, por exemplo, depende muitas vezes da confiança de que o delator terá sua segurança garantida.
O STF já reconheceu que a integridade da testemunha é pressuposto do devido processo legal.
Desafios operacionais
Apesar de eficaz, o programa sofre com falta de recursos, estrutura deficiente e risco de vazamento de informações. Em alguns estados, o abandono do poder público compromete sua efetividade.
Proteger quem tem coragem de falar
Sem testemunhas, o crime se fortalece no silêncio. Proteger quem denuncia é proteger o próprio sistema de justiça.
Segurança de testemunhas é pilar da Justiça Criminal
Garantir a vida de quem colabora é garantir o funcionamento do Estado Democrático de Direito. O medo não pode vencer a verdade.