
A extradição, embora regida por normas internas, também está sujeita ao controle internacional. Órgãos como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) exercem papel fiscalizador e corretivo.
🌐 Como a ONU Atua na Extradição?
A ONU, por meio de comissões como o ACNUDH (Alto Comissariado de Direitos Humanos), pode:
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Emitir pareceres sobre riscos à integridade do extraditando;
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Fazer recomendações a países signatários sobre casos emblemáticos;
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Apontar violações à Convenção contra a Tortura ou à Convenção dos Refugiados.
Esses pareceres, embora não vinculantes, têm peso moral e político significativo.
⚖️ E a Corte Interamericana?
A CIDH, vinculada à OEA, tem competência para julgar o Estado brasileiro em caso de violação de direitos humanos, inclusive em decisões de extradição.
Em 2014, a Corte condenou o Suriname por extraditar um cidadão sem garantias mínimas. O precedente influencia os demais países do bloco, incluindo o Brasil.
O Brasil pode ser responsabilizado internacionalmente se extraditar alguém sem respeito às normas interamericanas.
📑 O Brasil Costuma Acatar as Recomendações?
Sim. O país geralmente cumpre as determinações da CIDH, embora tenha autonomia para decidir em âmbito interno. Contudo, a diplomacia brasileira prioriza a preservação da imagem do país como defensor dos direitos humanos.
💡 Justiça Local, Pressão Global
A extradição é local — mas o mundo observa. Julgar mal um pedido pode colocar o país em situação de constrangimento internacional e até gerar sanções diplomáticas.
✅ Conclusão: Direito Internacional Está de Olho na Extradição
A extradição não é imune ao controle internacional. O Brasil, como membro da ONU e do Sistema Interamericano, tem deveres que vão além da sua Constituição.
