O Direito à Propriedade e Seus Limites na Teoria Geral do Direito

Introdução

O direito à propriedade é um dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição, mas ele não é absoluto. A Teoria Geral do Direito analisa os limites desse direito para garantir que ele atenda tanto aos interesses individuais quanto ao bem comum.

O Que é o Direito à Propriedade?

O direito à propriedade está previsto no artigo 5º, XXII, da Constituição Federal, garantindo que todo cidadão pode possuir e usufruir de bens móveis e imóveis. No entanto, esse direito deve ser exercido dentro dos limites da lei e em conformidade com sua função social.

Exemplo: Um imóvel abandonado que não cumpre sua função social pode ser desapropriado pelo Estado para fins de moradia popular.

Limites ao Direito à Propriedade

  1. Função Social da Propriedade: O uso da propriedade deve beneficiar a coletividade.
  2. Desapropriação: O Estado pode intervir em casos de interesse público, mediante indenização.
  3. Restrições Ambientais: O direito à propriedade não pode justificar danos ao meio ambiente.

Casos de Aplicação no Brasil

  • Reforma Agrária: Propriedades rurais improdutivas podem ser desapropriadas para distribuição a pequenos agricultores.
  • Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS): Áreas urbanas podem ser destinadas à habitação popular.
  • Proteção de Terras Indígenas: A posse de terras deve respeitar os direitos originários dos povos indígenas.

Conclusão

O direito à propriedade é um pilar do ordenamento jurídico, mas deve ser exercido com responsabilidade. A TGD fornece as bases para interpretar e aplicar esse direito de forma justa, equilibrando interesses individuais e coletivos.

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