A invasão do Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em janeiro de 2021, gerou repercussões jurídicas internacionais e influenciou diretamente a forma como o Brasil passou a tratar crimes políticos de massa.
O que o caso Capitol nos ensinou?
A invasão foi considerada, por juristas e políticos, um ataque ao Estado de Direito, à ordem constitucional e à soberania popular. O FBI prendeu centenas de manifestantes por:
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Conspiração contra o governo;
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Destruição de patrimônio público;
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Incitação à insurreição.
O evento provou que crimes políticos podem ocorrer em democracias consolidadas e mobilizar multidões conectadas por redes sociais.
Reflexos no ordenamento jurídico brasileiro
No Brasil, os atos de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na invasão da Praça dos Três Poderes, foram tratados com base nos artigos da Lei nº 14.197/2021, relativos aos crimes contra o Estado Democrático de Direito, além da Lei Antiterrorismo.
O STF adotou um entendimento alinhado ao norte-americano: manifestações com violência e intenção de subverter a ordem não são protestos, mas crimes.
Processamento coletivo e responsabilidade individual
Um dos debates mais intensos foi sobre como garantir a individualização da conduta sem perder o foco da responsabilização do grupo. O Judiciário adotou estratégias como:
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Identificação facial;
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Análise de redes sociais;
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Cooperação com plataformas digitais.
Democracia se protege todos os dias
Eventos como o de Capitol Hill mostram que nenhuma democracia está imune à ruptura. A vigilância institucional deve ser permanente.
Crimes políticos coletivos exigem resposta firme e constitucional
A mobilização em massa não justifica a destruição da democracia. O Direito é o escudo que protege as instituições contra a barbárie organizada.
