
A voz digital que pode gerar impacto jurídico
Com milhões de seguidores, os influenciadores digitais têm o poder de influenciar comportamentos, decisões de consumo e até opiniões políticas. No entanto, o que muitos não percebem é que suas palavras podem gerar consequências jurídicas, sobretudo no campo da responsabilidade civil por danos morais e materiais.
Liberdade de expressão ou responsabilidade por danos?
A liberdade de expressão não isenta o influenciador das regras previstas no Código Civil, especialmente nos artigos 186 e 927, que tratam da responsabilidade por ato ilícito. Ou seja, quando uma opinião publicada causa prejuízo a terceiros, nasce a obrigação de indenizar.
Exemplos concretos: quando o influenciador ultrapassa os limites
Em 2023, uma influenciadora foi condenada por divulgar avaliação negativa de uma empresa sem apuração prévia, o que resultou em danos à imagem e prejuízo financeiro à marca. O tribunal entendeu que houve abuso da liberdade de expressão, pois a publicação foi ofensiva, desproporcional e baseada em informações falsas.
A obrigação de checar antes de falar
Emitir opiniões na internet exige responsabilidade. O influenciador é, na prática, um formador de opinião e, por isso, tem o dever de zelar pela veracidade das informações e pelo respeito aos direitos alheios. A crítica deve ser fundamentada e equilibrada, sem linguagem difamatória ou sensacionalista.
Fama digital exige ética e consciência jurídica
Não basta engajar — é preciso respeitar a lei. A exposição pública amplia o alcance, mas também a responsabilidade. Todo conteúdo publicado pode ser objeto de análise judicial. Portanto, influenciadores que desejam manter sua credibilidade e segurança jurídica devem se comunicar com ética, clareza e cautela.
