
A extradição pode ocorrer de duas formas: ativa ou passiva, dependendo de quem faz o pedido. Entender essas modalidades é fundamental para compreender como o Brasil se insere no cenário da justiça internacional.
🔁 O Que é Extradição Ativa?
Na extradição ativa, o Brasil solicita a outro país a entrega de uma pessoa que se encontra no exterior e responde a processo ou foi condenada no Brasil.
Exemplo: O pedido feito pelo Brasil aos EUA para a extradição de um ex-diretor da Petrobras, investigado por corrupção na Lava Jato.
↩️ O Que é Extradição Passiva?
Na extradição passiva, é o Brasil quem recebe o pedido de entrega de um indivíduo que se encontra em território nacional e que responde por crime em outro país.
Exemplo: O caso de Raul Schmidt, investigado em Portugal e que teve o pedido de extradição analisado pelo STF.
⚖️ Diferenças Processuais Relevantes
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A extradição passiva é julgada pelo STF, com decisão final do Presidente.
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A extradição ativa depende de iniciativa do Ministério da Justiça e do Itamaraty, seguindo regras do país destinatário.
🌎 Desafios e Tendências
Com o crescimento do crime transnacional, o Brasil tem intensificado ações de extradição ativa para capturar fugitivos que escondem-se em países com regras mais flexíveis.
A cooperação internacional tem sido chave para enfrentar crimes como corrupção, tráfico internacional e lavagem de dinheiro.
💡 Justiça sem Fronteiras
Você sabia que um criminoso brasileiro pode ser localizado em outro país e trazido ao Brasil com base em um tratado? Essa é a força da extradição ativa — um instrumento de soberania e combate ao crime.
✅ Conclusão: Dois Caminhos para a Mesma Finalidade – Justiça
Tanto na extradição ativa quanto na passiva, o objetivo é o mesmo: garantir que criminosos não escapem das consequências legais. O Brasil tem um papel cada vez mais estratégico nesse processo, tanto como solicitante quanto como receptor.
