Como o Direito protege os animais contra a exploração em redes sociais?

As redes sociais adoram vídeos de animais, mas a exploração por likes tem um preço — e a lei está atenta. O artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, com a Lei Sansão (14.064/2020), pune maus-tratos com até 5 anos de reclusão, incluindo situações de estresse para cliques. Em 2024, um influenciador em São Paulo perdeu a guarda de um papagaio após expô-lo a barulho excessivo em lives, com multa de R$ 12 mil. A fama virtual não justifica o sofrimento.

O Decreto nº 9.013/2017 exige bem-estar em atividades com animais, e o Código de Processo Penal (artigo 155) aceita vídeos como prova. Em 2023, o MP-RJ usou um TikTok para condenar um criador que forçava filhotes a posar por horas, mostrando que as redes podem ser aliadas da Justiça. Mas nem todo “cute” é ético.

O que a lei considera exploração?

Forçar truques, privação de descanso ou exposição a riscos são crimes. Em 2024, o TJ-SP suspendeu o canal de um youtuber que usava coelhos em desafios perigosos, exigindo laudos veterinários. A lei protege — mas depende de denúncias para agir.

Por que o problema cresce online?

A busca por engajamento ignora o bem-estar animal. Em 2023, uma campanha contra vídeos de gatos assustados reduziu casos em 20% após boicotes, mas a tentação de viralizar persiste. Você já parou para pensar no que está por trás daquele vídeo fofo?

Como coibir essa exploração?

Denuncie conteúdos suspeitos e eduque outros. Um advogado especializado em Direito Animal pode te ajudar a usar a lei contra abusos ou orientar criadores éticos. Quer que as redes sejam seguras para os bichos? Fale com um profissional e transforme likes em proteção.

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