O agronegócio é o motor da economia brasileira, mas seu peso na legislação de proteção animal gera tensão. O artigo 225 da Constituição protege a fauna, mas a Lei nº 9.605/1998, que pune maus-tratos, muitas vezes esbarra em interesses do setor. Em 2024, o STF suspendeu o transporte de bois em condições cruéis, mas produtores conseguiram liminar para retomá-lo, alegando prejuízo. O equilíbrio entre lucro e ética é um campo de batalha.
A pecuária intensiva, como a criação de frangos e porcos, é alvo de críticas por confinamento e abate. O Decreto nº 9.013/2017 estabelece normas de bem-estar, mas sua aplicação é frouxa. Em 2023, uma granja em Santa Catarina foi multada em R$ 500 mil por manter aves em gaiolas minúsculas, mas a pena foi reduzida após lobby do setor. A lei existe — o desafio é fazê-la valer.
Como o agronegócio influencia as leis?
Projetos como o PL 6.268/2016, que flexibiliza regras ambientais, refletem a força do setor no Congresso. Em contrapartida, a Lei Sansão (14.064/2020) mostra avanços na proteção de animais de companhia, mas não na produção. O embate é claro: enquanto ONGs pedem mais rigor, o agronegócio defende “sustentabilidade econômica”.
Por que o tema é tão sensível?
A carne brasileira alimenta o mundo, mas práticas como castração sem anestesia ainda são comuns. Em 2024, uma campanha global boicotou exportações por maus-tratos, forçando o governo a prometer reformas. A pressão externa cresce, mas mudanças internas são lentas. Você já pensou no custo real daquele bife?
Como buscar um meio-termo?
Consumidores e ativistas podem exigir transparência, enquanto a lei evolui. Um advogado especializado em Direito Animal pode ajudar a denunciar abusos ou pressionar por políticas justas. Quer equilibrar produção e proteção? Fale com um profissional e seja parte dessa transformação.
