
Ao vender seu carro e adquirir outro, muitos associados se perguntam se o novo veículo estará automaticamente protegido. A verdade é que, nas associações de proteção veicular, a substituição de veículo exige cuidado redobrado e atenção aos detalhes contratuais.
O Que Diz o Estatuto?
Cada associação possui seu próprio regulamento. Contudo, é comum a exigência de:
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Comunicação formal da troca.
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Pagamento de nova taxa de vistoria.
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Aprovação do novo veículo pelo setor técnico.
Se o novo carro não for aprovado ou houver atraso na comunicação, o associado pode ficar temporariamente sem cobertura.
Problemas Comuns
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Associação se recusa a proteger o novo carro sem justificativa válida.
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Imposição de nova carência de 90 dias, mesmo com histórico de adimplência.
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Cobrança de valores desproporcionais para migração de categoria.
Essas práticas devem ser analisadas sob a ótica do art. 51 do CDC, que veda cláusulas que coloquem o consumidor em desvantagem excessiva.
Dica Estratégica: Tudo Por Escrito
Comunique a troca de veículo por escrito, protocole a solicitação e solicite o novo termo de adesão. Não confie apenas em atendimentos verbais. Exija confirmação por e-mail ou documento oficial.
Conclusão: Trocar de Carro Não Deveria Ser um Risco Jurídico
A troca de veículo é legítima e deve ser respeitada pela associação. Restrições arbitrárias ou taxas abusivas são passíveis de revisão judicial. Documente tudo e atue preventivamente para manter sua proteção.
