Como a Lei de Migração (Lei 13.445/2017) Influencia a Extradição?

A Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) substituiu o antigo Estatuto do Estrangeiro e modernizou o tratamento jurídico de estrangeiros no Brasil, incluindo normas claras sobre extradição, deportação e expulsão.

📘 O Que a Nova Lei Mudou em Matéria de Extradição?

A nova lei trouxe avanços como:

  • Previsão expressa do procedimento de extradição simplificada;

  • Maior proteção a refugiados, apátridas e pessoas em risco de perseguição;

  • Definição clara das competências do STF, MJSP e Polícia Federal;

  • Reforço às garantias do devido processo legal, inclusive com amplo direito de defesa.

O artigo 82 trata diretamente da prisão para fins de extradição, prevendo prazos e exigências documentais.

⚖️ Segurança Jurídica para o Extraditando

A nova legislação ampliou os mecanismos de proteção ao estrangeiro, exigindo:

  • Respeito à dignidade humana;

  • Garantia de integridade física e moral;

  • Proibição de entrega a país com risco de tortura, pena de morte ou prisão perpétua.

A extradição passou a ser condicionada ao respeito aos tratados internacionais e aos direitos humanos.

🧷 Avanços no Processo e nos Prazos

A lei introduziu maior clareza sobre:

  • Prazos para apresentação de pedido formal;

  • Requisitos de admissibilidade documental;

  • Garantias de acompanhamento consular ao extraditando.

💡 Leis Que Protegem e Modernizam

A Lei de Migração trouxe uma abordagem mais humanizada, constitucional e compatível com o cenário internacional. Saber como ela funciona é essencial para todos que atuam com Direito Internacional.

Conclusão: Extradição com Base Constitucional e Humanista

A Lei de Migração representou um divisor de águas no tratamento jurídico da extradição no Brasil. Ela garantiu maior equilíbrio entre soberania estatal, segurança jurídica e respeito aos direitos humanos.

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