Os parques zoológicos e aquários desempenham um papel importante na conservação de espécies, na pesquisa científica e na educação ambiental. No entanto, a manutenção de animais em cativeiro nesses locais levanta questões sobre o seu bem-estar. A legislação brasileira busca proteger os animais em zoológicos e aquários, estabelecendo requisitos para as instalações, o manejo, os cuidados veterinários e a alimentação, visando garantir condições de vida dignas para esses animais.
A principal norma que regulamenta o funcionamento de zoológicos e aquários no Brasil é a Instrução Normativa nº 7/2015 do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que estabelece o Regulamento para o Funcionamento de Zoológicos. Essa instrução normativa detalha os requisitos para a instalação, o licenciamento e a operação de zoológicos, abrangendo aspectos como a infraestrutura, o manejo das coleções, os programas de conservação e educação, e o bem-estar animal.
Em relação ao bem-estar animal, a instrução normativa estabelece que os zoológicos devem proporcionar aos animais um ambiente que atenda às suas necessidades biológicas, comportamentais e ambientais. Isso inclui espaço adequado para movimentação e descanso, enriquecimento ambiental para estimular comportamentos naturais, condições de temperatura, umidade, iluminação e ventilação adequadas, e a possibilidade de interação social para espécies que vivem em grupo.
A legislação também exige que os zoológicos possuam uma equipe técnica qualificada, incluindo médicos veterinários, biólogos e zootecnistas, responsáveis pelos cuidados com os animais, pela elaboração e implementação de programas de manejo e bem-estar, e pelo monitoramento da saúde e do comportamento dos animais. Os animais devem receber alimentação balanceada e adequada às suas necessidades nutricionais, além de cuidados veterinários preventivos e curativos.
A Instrução Normativa nº 7/2015 também aborda a questão da reprodução dos animais em cativeiro, estabelecendo que ela deve ser planejada e controlada, com o objetivo de evitar a superpopulação e garantir a saúde genética das espécies. A reprodução de espécies ameaçadas deve seguir as diretrizes dos programas de conservação.
Em relação aos aquários, embora não haja uma instrução normativa específica do IBAMA para esses estabelecimentos, as normas gerais de bem-estar animal e as diretrizes estabelecidas para zoológicos também se aplicam, no que couber. Os aquários devem garantir a qualidade da água, a temperatura adequada, o espaço suficiente para os animais aquáticos, e o enriquecimento ambiental para estimular seus comportamentos naturais.
A fiscalização do cumprimento da legislação em zoológicos e aquários é realizada pelo IBAMA e por outros órgãos ambientais competentes. Os estabelecimentos que não cumprirem as normas podem sofrer sanções administrativas, como multas e suspensão das atividades.
Além da legislação federal, alguns estados e municípios podem ter leis ou regulamentos específicos que complementam as normas do IBAMA, estabelecendo requisitos adicionais para o funcionamento de zoológicos e aquários em seus territórios.
Em resumo, a legislação brasileira protege os animais em parques zoológicos e aquários através de normas detalhadas estabelecidas pelo IBAMA, que abrangem aspectos como instalações, manejo, cuidados veterinários, alimentação e enriquecimento ambiental. O objetivo é garantir que esses animais vivam em condições que atendam às suas necessidades e que contribuam para a conservação das espécies e a educação ambiental. A fiscalização é fundamental para o cumprimento dessas normas.