
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem papel central nos pedidos de extradição, sendo responsável por avaliar se eles estão em conformidade com a Constituição e os tratados internacionais. Mas o que leva o STF a negar uma extradição, mesmo com aparente legalidade?
🏛️ STF: Guardião Constitucional da Extradição
No Brasil, o STF julga todos os pedidos de extradição, conforme o artigo 102, I, “g”, da Constituição Federal. Ainda que o país tenha celebrado tratado com o requerente, a extradição só é concedida se respeitar os princípios constitucionais e os direitos fundamentais da pessoa extraditada.
📌 Exemplos Reais de Extradição Negada
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Caso Battisti (2009): O ex-ativista italiano Cesare Battisti teve o pedido de extradição inicialmente autorizado pelo STF, mas o então Presidente da República negou a entrega com base em riscos à integridade física e direitos fundamentais, fundamentando-se no artigo 5º da Constituição.
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Caso de perseguição religiosa (Extradição 1.286): Pedido negado com base na alegação de que o réu seria julgado por motivos de crença religiosa – um desvio claro do objetivo penal.
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Países com pena de morte: O STF recusa pedidos em que não há garantia formal de que a pena capital será evitada, conforme reiterado em julgados envolvendo pedidos de países asiáticos.
⚖️ Motivações da Corte: O Direito Acima da Política
As decisões do STF se pautam por critérios técnicos, como:
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Violação de direitos humanos
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Ausência de dupla tipicidade
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Falta de garantias legais no processo estrangeiro
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Indícios de perseguição política, religiosa ou étnica
Esses fundamentos demonstram que o Brasil não se curva a interesses políticos internacionais quando há risco à dignidade da pessoa humana.
💡 Justiça Além das Fronteiras
Esses casos mostram que não basta um pedido formal para que a extradição seja concedida. É necessário garantir que o Estado brasileiro não compactue com abusos legais e arbitrariedades internacionais.
✅ Conclusão: STF como Baluarte dos Direitos Humanos
Negar uma extradição não é proteger criminosos — é proteger a legalidade. O STF reafirma o compromisso do Brasil com a Constituição, com o devido processo legal e com os direitos humanos internacionais.
