As redes sociais têm se tornado ferramentas de recrutamento e radicalização ideológica, especialmente entre jovens. Grupos extremistas utilizam algoritmos, memes, vídeos e fóruns fechados para atrair, doutrinar e mobilizar adolescentes para causas violentas.
Como a radicalização acontece?
Perfis aparentemente inofensivos oferecem narrativas de pertencimento, heroísmo e inimigos em comum. Aos poucos, os conteúdos ganham viés mais agressivo, levando à aceitação da violência como solução.
O anonimato e o efeito bolha do algoritmo ampliam a vulnerabilidade dos usuários mais jovens.
O que o Direito pode fazer?
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Aplicação da Lei Antiterrorismo para conteúdos que incentivam violência;
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Adoção de políticas de responsabilidade das plataformas, como previsto no Marco Civil da Internet;
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Intervenções judiciais para remoção de conteúdos e bloqueio de perfis reincidentes;
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Investigações com autorização judicial, respeitando o sigilo de dados.
Exemplos concretos e atuação do Ministério Público
Promotorias de Justiça têm atuado para identificar adolescentes envolvidos em grupos de apologia à violência em escolas, com base em provas digitais. Alguns já foram internados com base no ECA, e os administradores adultos, processados criminalmente.
A radicalização começa com um clique
Pais, escolas e autoridades devem estar atentos aos sinais digitais. A omissão pode custar vidas.
O combate à radicalização online é responsabilidade compartilhada
A legislação deve proteger a liberdade, mas também prevenir o recrutamento de jovens para o extremismo.
